Para que poesia? Acaso encontrarei meiguice e ternura em meio as batalhas do dia-a-dia, noite e dia cheios de mágoas, coração aflito, o grito sufocado na garganta? Então, para que poesia, se o dia da vitória não vem? Mas assim mesmo é preciso poetar. Para lembrar que somos o que somos e fomos sempre assim, humanos, enfim! Maria Inês
O blog Entre o Jardim e a Cidade não fala da mulher de hoje, nem da menina de ontem, mas daquela jovem entre as duas, que começa a enxergar o mundo — com olhos ainda cheios de sonho, mas já feridos pela realidade. É a fase dos primeiros contrastes: a poesia e a lucidez convivendo, a ternura e a inquietação, a descoberta da vida e o peso das desigualdades, os encantos e os “doce desencantos” que o tempo revelou.