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Caminhos do Sentir

  




Caminhos do sentir

Depois de atravessar a cidade, o tempo e a memória, a poeta chega ao território do sentir — um espaço que não exige pressa nem certezas.

Em Caminhos do sentir, o coração já não luta contra o tempo: caminha ao lado dele.

Há serenidade no verso e maturidade na pausa.

A dor se transforma em lembrança, a espera em aprendizado.

A poeta observa a própria vida com gratidão, sem a urgência da juventude, e descobre que a emoção também pode ser calma.

Esse poema é o reencontro com a essência.

Não há dramatismo, apenas aceitação — um amor profundo pela vida e por tudo o que ela contém: perdas, encontros, memórias, silêncios.

É o instante em que o sentir se torna consciência,

e a palavra, abrigo.

Caminhos do sentir é o respiro antes do fim — ou talvez o início de uma nova travessia


Caminhos do sentir

(M. I. Carpi)


Aprendi a caminhar devagar,

sem pressa de chegar.

O tempo me ensinou que o amor

não está na espera,

mas no gesto silencioso

de permanecer.

Já não busco respostas —

acolho o que vem,

como o vento que toca

sem pedir licença,

como a tarde que se inclina

sobre o dia que termina.

Tudo o que vivi

ainda vive em mim,

em vozes, cheiros, rostos,

que o coração não esqueceu.

E sigo…

não atrás do que perdi,

mas ao encontro do que sou —

em cada emoção reencontrada,

em cada palavra que me restitui

à vida.




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