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Metáfora


 Metáfora


Em Metáfora, a autora revela o cerne de sua escrita: a capacidade de ver o invisível, de nomear o indizível.

O poema é um espelho da própria arte poética — um exercício de transfiguração, onde o real se veste de símbolo e o sentimento ganha forma de imagem.


A metáfora, para a poeta, não é apenas um recurso da palavra, mas um modo de existir.

Ela traduz a alma — transforma o cotidiano em poesia, o silêncio em sentido.

É como se cada verso fosse uma ponte entre o que se vive e o que se sonha, entre a dor e o consolo.


Nesse espaço simbólico, o eu lírico se torna universal.

O que era pessoal se amplia; o íntimo ganha voz coletiva.

Assim, Metáfora não fala apenas sobre escrever, mas sobre sobreviver — sobre continuar nomeando o mundo, mesmo quando ele parece em ruínas.


É o gesto da poeta madura: transformar o tempo em palavra, e a palavra, em permanência.

Metáfora 

Muitas vezes sou mulher
Em outras, eu sou menina.
Às vezes sou metáfora
Outras tantas, metonímia.

Raras vezes, prosa e verso.
Outras, quem diria?
De tantos modos diversos
já fui até poesia!

Tantas vezes fui de paz
Outras tantas, só conflito!
Quem dera, fosse silêncio
no desespero de um grito?

Quantas vezes fui presença
Em outras, me fiz ausente.
Mas só mesmo na distância
É que me fiz mais presente

Mas de todos os modos que eu pude
Conjugar o verbo viver
A forma mais que perfeita
Que traduziu meu ser
Foi a graça e a plenitude
Que Deus pode me conceder.

Maria Inês Carpi 

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