Aos nossos filhos
Aos nossos filhos tem a força serena de uma confissão coletiva — a voz de uma geração que sonhou e lutou, mas se vê diante do espelho do tempo.
É lúcido, humano e profundamente tocante.
Aos nossos filhos é a voz do tempo que olha para trás
e reconhece, com ternura e arrependimento,
o quanto da vida se perde
quando deixamos de acreditar
Raízes e Asas — As Impressões
Entre a memória e a herança,
este poema é o diálogo entre o ontem e o amanhã.
A poeta fala aos que virão — não com culpa,
mas com o desejo de que despertem para o que deixamos adormecer.
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Aos nossos filhos
(M. I. Carpi)
E quando eles chegarem
e nos cobrarem os feitos,
que diremos?
Que ficamos perdidos
pelos caminhos vazios
das teorias
(tantas).
Procurando atalhos,
esperando a hora —
infinita espera
(quanta).
E quando eles chegarem
e nos cobrarem os feitos,
que diremos?
Se tecendo a vida
nas artimanhas dos sonhos,
hoje somos
apenas uns poucos
loucos sonhadores
(rara consciência),
se, na espera tola
e fracassada de um tempo,
já cansados,
perdemos há muito
o espetáculo inteiro
de nossa breve existência?
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Uma mesa antiga com fotografias espalhadas,
uma janela aberta deixando entrar luz de fim de tarde.
Sobre a mesa, um livro entreaberto e uma rosa seca.
Do lado de fora, o eco distante de vozes jovens — o
🖋️ M. I. Carpi
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